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Depredação ambiental em clube de The exige explicação!

Quem passar pelo local pode imaginar que nada está acontecendo, pois as árvores que ficam no entorno da murada do terreno ainda estão em pé

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Depredação ambiental em clube de The exige explicação!

A direção do Clube ou (ex-clube) das Classes Produtoras do Piauí e o Grupo Pão de Açúcar precisam dar uma satisfação à população sobre a depredação ambiental que vem ocorrendo no terreno da antiga sede da agremiação, na Avenida Jóquei Clube.

Fotos colhidas do alto de edifícios próximos mostram grande quantidade de árvores derrubadas e até um trator que diariamente, segundo vizinhos, faz a remoção de folhas e a limpeza do terreno onde em breve será erguido um supermercado Extra, do Grupo Pão de Açúcar. Para completar a cena, vê-se também uma piscina com pouca água, prato cheio para a propagação de dengue.

Há controvérsias tanto em torno da situação do Clube das Classes Produtoras – que até ano passado era chamado de clube – quanto da construção da unidade do Extra. Em assembléia convocada em 8 de junho do ano passado, a diretoria da entidade, recém-eleita, pedia autorização para alienar o terreno da Jóquei Clube, sem especificar no edital da assembléia a finalidade do pedido. Quanto à entrega área ao Grupo Pão de Açúcar, não deu ampla divulgação ou uma explicação mais explícita à sociedade. O assunto resumiu-se a pequenas notas sociais, mais especulativas que esclarecedoras.

Se essa situação mal explicada é inquietante, destruir, literalmente, uma das últimas reservas florestais da área urbana de Teresina chama-se crime, não apenas contra a cidade, mas contra a humanidade, conhecendo-se as péssimas condições climáticas do planeta na atualidade. Com características de parque florestal, a área do clube ainda abriga centenas de animais silvestres, como “sonhinhos”, na lista das espécies em extinção.

Cabe saber como foram os termos do tal contrato de alienação assinado pelo Clube das Classes Produtoras e se, já como dono da área, o Grupo Pão de Açúcar tem autorização da Superintendência de Desenvolvimento Urbano Leste, do Ibama e de outros órgãos de defesa ambiental para promover o desmatamento.

Enquanto isso, a depredação ambiental corre à solta. Quem passar pelo local pode imaginar que nada está acontecendo, pois as árvores que ficam no entorno da murada do terreno ainda estão em pé. Mas as fotos aqui revelam a verdadeira e lamentável situação.

 

Fonte: 180Graus

 
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